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PRESIDENTE RUBENS BOTTERI É ENTREVISTADO SOBRE A AQUISIÇÃO DO BLOCO 107 NA BAHIA

O diretor-presidente da Great Great Holdings, Rubens Botteri, falou pela primeira vez sobre a recente aquisição de mais um bloco no Recôncavo e por que o grupo aposta na região. A entrevista foi publicada no site da Brasil Energia Petróleo nesta sexta-feira (30/9). Confira:

Great Oil investirá US$ 10 milhões na Bacia do Recôncavo

A Great Oil investirá US$ 10 milhões em quatro novas perfurações na Bacia do Recôncavo em 2017. Em entrevista exclusiva à Brasil Energia Petróleo, o diretor-presidente da companhia, Rubens Botteri, explicou que o foco da empresa é buscar óleo nos blocos REC-T-42, REC-T-108 e REC-T-107 e afirmou que o Projeto Topázio será um divisor de águas para o onshore brasileiro. “Estamos estudando uma associação com as empresas que foram classificadas”, revelou o executivo.

Por que a companhia decidiu expandir os negócios da perfuração para o E&P no Recôncavo?

Sempre pensamos que deveríamos diversificar nossa atividade no setor petróleo. Recentemente, ocorreram condições para que a gente pudesse entrar no E&P de forma bastante favorável: a 13ª Rodada não teve participação de muitas empresas, o preço do barril está baixo…A facilidade desses blocos no Recôncavo é que já existem muitas sísmicas feitas e ainda há muita coisa a ser explorada.

O que fez a empresa se interessar pelo REC-T-107?

Contratamos um reprocessamento sísmico que indicou que as reservas do REC-T-108 (arrematado pela Great Oil na 13ª Rodada) se estenderiam até o REC-T-107. Não posso detalhar o valor da compra, mas ele não é significativo. O mais importante é que assumimos o compromisso de perfurar dois poços lá com o investimento de US$ 7 milhões a partir de meados de janeiro.

Quais serão as próximas atividades da Great Oil no Recôncavo?

Nosso projeto para 2017 é perfurar quatro poços com um investimento inicial de US$ 10 milhões. Vamos perfurar primeiro no REC-T-107, depois no REC-T-108 e então no REC-T-42. Nos dois primeiros blocos, queremos fazer poços de até 3.400 m, enquanto no REC-T-42 planejamos um poço entre 1.000 e 1.200 m. Vamos utilizar nossas próprias sondas, mas estamos adquirindo outros serviços e bens necessários, como revestimentos, mud logging e fluido de perfuração. No momento, estamos no processo de obtenção de licença ambiental.

Quais são os planos para depois das perfurações?

É provável que, se tivermos êxito na campanha, compremos os 5% restantes da Alvopetro no REC-T-107, mas, se houver uma descoberta que requeira construção de muitos poços e criação de infraestrutura, teremos que buscar parceiros. O José Antonio de Magalhães Lins, presidente do nosso Conselho, tem ajudado muito nessa parte de prospecção de parcerias de investimento.

Como a venda de ativos da Petrobras e as novas rodadas impactarão o onshore brasileiro?

O Topázio será um divisor de águas, porque 35 mil barris de óleo vão para as mãos de empresas privadas, que investirão para aumentar a produção. Isso irá gerar demanda por todos os serviços e bens da indústria de petróleo onshore, que hoje está bastante parada. Além disso, haverá mais empresas produzindo petróleo em grande quantidade, de modo que será interessante às grandes traders comercializá-lo.

Em meio a essas mudanças, como ficam as atividades de perfuração da Great Oil?

Concentraremos a nossa frota de sondas sem utilização na Bahia, pois acreditamos que ali haverá muita demanda, em função do Projeto Topázio e de todos os blocos licitados nas últimas rodadas, que geraram compromissos do programa exploratório mínimo.

A companhia avalia a possibilidade de buscar novas áreas no Projeto Topázio ou rodadas de 2017?

Nós nos qualificamos para a primeira fase do Topázio, mas nossa oferta não foi considerada atrativa, então estamos estudando uma associação com as empresas que foram classificadas. Ainda vamos analisar se participaremos da 14ª rodada. Hoje, as empresas estão muito cautelosas, tentando preservar a saúde financeira, mas, ao mesmo tempo, as possibilidades estão aparecendo. O momento é agora, não pretendemos deixar passar as oportunidades. Mesmo nesse momento complicado, vamos investir para construir uma empresa de E&P brasileira exitosa.

Por Gabriela Medeiros

 

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