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PETRÓLEO E GÁS ONSHORE NO BRASIL: UM ONSHORE DE OPORTUNIDADES

Artigo da Abespetro

O Brasil oferece hoje um dos cenários mais interessantes para o desenvolvimento de campos onshore. Embora muitas iniciativas estejam em andamento, podemos identificar três dinâmicas principais que determinarão o perfil de atividade no futuro.

Primeiro, a racionalização do portfólio da Petrobras trouxe ao mercado mais de 70 campos que, mesmo com baixos fatores de recuperação, oferecem uma oportunidade significativa para o rejuvenescimento da produção tanto através de investimentos OPEX e otimização das facilidades, além de intervenção e construção de poços.

Ao mesmo tempo, a Petrobras, para os campos que decidiu manter, abriu possibilidades para que parceiros fornecedores de serviços apresentem novas metodologias de recuperação usando estruturas contratuais que aproximam operadores e contratadas no resultado final.

Além disso, a oferta permanente de áreas, recentemente divulgada pela ANP, possui diversos blocos com potencial de produção de O&G que podem ser adquiridos em condições bastante competitivas. A maior participação de contratantes no país, é impulsionada pelo crescimento do mercado offshore, pode ser um facilitador para esses projetos através de parcerias com fornecedores e iniciativas estratégicas com potenciais operadores.

Finalmente, a demanda por gás para uso industrial e para geração de energia elétrica deverá aumentar nos próximos anos com a economia do país voltando a crescer. Projetos bem-sucedidos como o desenvolvimento da Eneva no Maranhão demonstraram este potencial.

As reformas trazidas no programa Gás Para Crescer devem atuar como um facilitador para aumentar a demanda de gás e alavancarr toda a cadeia de suprimentos.

Cabe ainda mencionar que o Brasil tem um potencial bastante considerável pra produção não convencional. Ainda não explorado hoje por conta da falta de clareza na reguação ambiental. E, por sua importância, o desenvolvimento desses recursos é hoje uma prioridade para o Ministro de Minas e Energia do país.

É claro que há mais nos trabalhos que complementam estes direcionadores essenciais e que devem estar em ordem para aumentar ainda mais a atratividade do onshore brasileiro. Os incentivos fiscais para a recuperação secundária já foram liberados, e a capacidade para os operadores de acessarem crédito está em vias de ser liberado.

Continua sendo de fundamental importância ter uma diretriz clara e consistente sobre o descomissionamento, tanto do ponto de vista financeiro quanto técnico, para garantir que o projeto tenha um escopo adequado.

Portanto, as oportunidades onshore no Brasil são importantes não somente para diversificar o portfólio das operadoras, mas também para fornecer outro importante mercado para fornecedores de bens e serviços. Por exemplo, um cálculo muito simples, baseado na recuperação da produção de 2014 dos principais campos que estão sendo desinvestidos pela Petrobras, exigirá a perfuração de mais de 200 poços.

No geral, podemos dizer que das oportunidades do onshore brasileiro, o crescimento do O&G é bastante tangível e, como a maior associação contratante de O&G, estamos ansiosos para os próximos anos.

Extraído do livro Ambiente Onshore de Petróleo e Gás no Brasil 2018 (Firjan)

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